Toni C. O hip-hop e os livros de história do futuro

"Da licença aqui que eu tô podendo!" É o que se lê no diário de bordo. O mesmo que se gritasse: "Terra a vistaaaaaaaa!" depois de uma noite de tempestade em alto mar. O grito vem do alto do mastro, com a luneta na mão, agitando o convês desse naviozão chamado hip-hop.


Cartaz (lambe-lambe) do encontro da Nação, foto Jucka Anchieta (
mais fotos)

Estará nos livros de história do futuro:

“As 9 horas da manhã desse 29.
Patrícios, saibam vosmecê.
Um exercito de todos os cantos do país.
Portando fardamento estilozo, ignorando a chuva fina.
Sob o mirante Niemyer, para ver sua cultura soberana.
Rumavam em fila beirando a praia do Gonzaguinha a marchar.
Ocuparam um monte, chamado ilha Pochat.”

Assim me parece a abertura do Terceiro Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil. Descobridor dos 7 mares passaria mal ao descobrir os 4 elementos e as mais de 500 cabeças. Juntos, no Ilha Pochat Club, com vóz e vez, sem se deixar intimidar pelas autoridades ali presentes. Secretários de cultura, vereadores, a imprensa, deputados e até o prefeito da cidade estavam lá, não para impedir, mas para prestigiar o evento.


Protocolo oficial, cerimonial... Nada disso, deixa isso cum nois! No lugar do hino, break beat. No lugar da mão no peito, giros no chão. No lugar da bandeira, graffite. No lugar de discursos longos, papo reto.

Nelson Triunfo quando chamado ao palco arrancou aplausos acalorados, a mesa ficou pequena, Douglas, Bonga, Anderson 4P, Raisuli, ..., vixi, mil trutas… Eva de Sumare arrebentou: "Ser mulher não é fácil, negra de periferia envolvida com o samba com o rap então… Agora ser tudo isto e se tornar vereadora, não é moleza!"

Aqui os capitães não são de areia. No timão, conduzindo o navio o santista Aliado G: “O Ilha Pochat Club, é um simbolo da elite paulistana, que realizam tradicionais bailes de carnaval aqui.” Malena, rapper argentina do grupo feminine Actitud Maria Marta representou as delegações internacionais. Falou que no Brasil existe o hip-hop mais politizado e organizado do mundo e propôs a criação de uma rede latino americana de hip-hop.

A proposta foi posta em prática no próprio encontro com a participação do Chile, Venezuela e até do Canadá. Durante a apresentação do Actitude no palco com uma jam de mulheres rappers brasileiras e Aliado G: “Primeiramente bom dia pra nois! A selva é de pedra e os leões são feróz. É um por dia, é o sol brilha. Vem colorir América Latina.”

Eu acompanhava tudo lá da areia, de frente ao palco, junto ao mar de gente. A minha esquerda o marzão e no horizonte em pleno por do sol um luxuoso transatlântico saia em cruzeiro rumo à águas profundas. Como um flash me lembrei da encenação da Vila de São Vicente que havia assistido a alguns dias atrás. A primeira cidade do país. Ali mesmo naquela praia um povo, os verdadeiros brasileiros, cantando e dançando com suas pinturas, linguagens, vestimentas. Até que as caravelas chegaram e acabou a festa. Hoje, onde se iniciou a Nação brasileira é o local escolhido pela Nação Hip-Hop Brasil para comemorar os seus cinco anos de existencia. A caravela é o simbolo do encontro e nestas mesmas areias há um povo com suas danças, músicas, pinturas, trajes e linguagem própria. Só que dessa vez os incomodados tem que pegar os grandes navios e zarpar.

"Areia de praia não sustenta prego" VDA

Há uma velha e machista lenda que compara baile de rap com navio pirata. Dentro só tem homens e canhão, além da esposa do capitão (as minas dos caras que cantam). Em São Vicente as minas participaram desde a construção do projeto, com um espaço que homenageava a guerreira Anastácia. Além de suas belas participações nas oficinas, no graffite, na dança, discotecagem e nas rimas. E mesmo na hora do almoço quando todos os debates se encerravam, as guerreiras continuavam debatendo, mostrando que lugar de mulher é também no hip-hop e onde mais elas quiserem.

Tem quem enjoe em alto mar, mas quem é do mar não enjoa.

Você já se perguntou, a quem interessa o hip-hop à deriva? Este encontro é uma espécie de farol, que foi construido e ficará cravado no litoral brasileiro, sinalizando para os naufragos e viajantes perdidos.

Acha exageiro? Que nada mudou?

Eu ví, debates que juntaram gente de todos os cantos. Um deles discutia a violência, a juventude encarcerada. Era uma roda com mais de 200 pessoas. Na mesa Renan do Grupo Inquerito, Douglas do Realidade Cruel, DBS, Panikinho e enquanto Mano Oxi dava seu testemunho da vida na quebrada antes do rap. Um burburinho se formou com a chegada dum delegado de polícia que se dirigiu ao locutor. Quando Oxi o avistou, anúnciou no microfone e pediu que se sentasse para participar também do debate, “Um delegado que coloca dentro da cadeia gente como Paulo Maluf e Daniel Dantas, tem que estar aqui com nois” assim Oxi recepcionou Protógenes Queiroz.

Vamos invadir sua praia
Democratizar a areia, o mar, a praia, foram os méritos deste encontro. Que também expandiu a cultura da periferia no litoral.

Posso relatar neste diário de bordo muitas situações e diversas abordagens dos mais de mil participantes dos quarto dias do encontro. Começo falando de uma pessoa. Debatiamos durante o encontro com a direção da entidade. E os manos perguntavam:
- Cade o Beto Teoria?

Ele estava ausente daquela reunião por que se participasse não aconteceriam os debates, as oficinas, o transporte dos grupos e outras coisas que o mano estava pilotando.

No lançamento do livro Hip-Hop a Lapis - Literatura do Oprimido, com a presença de muitos dos 60 escritores como DJ Saddam que veio do Rio de Janeiro, Maria Teresa da Bahia, White Jay e Mano Oxi do Rio Grande do Sul, Hot Black de Sergipe, eu e DBS de Caracas, André Gomes e Aliado G do interior de São Paulo, Pandora e Sagáz do Espírito Santo, Thiago Váz de Ribeirão Pires, Haroldo de São Paulo, Kimzak de Santa Catarina e até do Ministério da Cultura, Célio Turino que prefáciou o livro veio de Brasília para a atividade literária…

…mas cadê o Beto Teoria?

Correndo como sempre, nos bastidores para tudo dar certo. Ah não! Manda chamar o sindico, fala para ele parar pelo menos um minuto e vir aqui.

Beto chegou para dar um salve e não fez feio:

- Seguinte. Não é necessário eu estar aparecendo todo o tempo. Estou aqui correndo, para os manos cantar, tocar, pintar, dançar, debater... Apesar de cantar, não faço questão de subir no palco, não faço questão de aparecer na foto. Por que quem não aparece, também é importante. O fotografo não aparece, mas sem ele não tem foto. – Assim ensinou Beto Prática, ou digo, Teoria.

Agora vou falar dos outros 999 participantes, e o público dos shows que somaram mais de 10 mil pessoas em quarto dias. Fotografos aqui neste meu diário, mas essenciais para a fotografia. Minas e manos que enchiam os grupos de debates, as oficinas, que aconteciam tudo alí, a poucos metros da praia naquele solzão e sensação termica de 40 graus. Ninguem tinha bola de ferro no pé, não eram obrigados a ficarem alí, não iam caminhar na prancha se fossem se dar um mergulho. Mas preferiram as idéias quentes do encontro, preferiram dar um mergulho na história, oh que mil grau!

No encerramento do evento Japão do grupo brasiliense Viela 17 falou emocionado: "Essa é a coisa mais linda que eu já ví."

A Lua cheia de sí, curiosa e linda veio espiar o que estes muleques aprontavam. Nos brindou na noite do último dia enquanto MV Bill se apresentava. E continua a nos acompanhar.

Agora só nos resta, içar âncora.

Chilenos retratam o hip-hop brasileiro para a América Latina

O grupo de rap Legua York do Chile participante do 3° Encontro Nacional de Hip-Hop no Brasil. Narra para América Latina o que foi esse Encontro em São Vicente e traça um retrato do hip-hop brasileiro e da Nação Hip- Hop Brasil

O grupo publicou em seu blog e no site Hip-Hop Revolution uma avaliação do Encontro que aconteceu em São Vicente de 28 a 31 de janeiro, na palavra de um de seus representantes, o Nelson X.

O coletivo Hip-Hop Revolution é um similar institucional da Alba no movimento hip hop, congrega outros coletivos e grupos da América Latina que tenham comprometimento com as questões sociais, políticas e culturais de seus países.

O Legua York integra esse coletivo e é, segundo o Itaú Cultural, um dos grupos mais politicamente conscientes e ativos do circuito do rap no Chile. O líder do Grupo, Gustavo Árias, o Lulo, foi eleito pelo maior jornal do Chile, El Mercúrio como uma das principais liderenças juvenis do país.

Lulo, criado num dos maiores guetos de resistência do Chile, a favela La Légua, na comuna de San Joaquim, já se candidatou por duas vezes, deputado e vereador pelo Partido Comunista Chileno. Segundo ele, o hip-hop tem que ocupar todas as frentes, e a política é um desses fronts, é por onde passam as decisões de toda uma coletividade.

No 3° Encontro da Nação Hip-Hop Brasil, Lulo firma junto com Master integrante do grupo Área 23 da Venezuela e Malena líder do grupo Actitude Maria Marta da Argentina a Carta de São Vicente, que entre outras resoluções aponta para a construção de um coletivo internacional de hip-hop.

O Brasil, através da Nação Hip-Hop Brasil, deverá compor essa instituição de nível mundial e pelo retrato da Nação Hip-Hop Brasil, traçado pelo grupo em seu site oficial, já podemos vislumbrar as suas principias diretrizes. Traduzo na íntegra:

“Durante toda a conversa, me impressionou o nível das intervenções, todos entendíamos o hip-hop como um movimento social e de luta política, não havia divergências sobre isso, e acredito que no Brasil esse é o entendimento do mais novo grafiteiro até o mais experiente b.boy da velha escola.

Respeito pelas formas e estratégias desta luta pela reivindicacão dos direitos e o desenvolvimento desta Nação, formada por pessoas pobres e historicamente marginalizadas, aonde cabem as crianças, os velhos, os negros, os índios, os brancos, os homosexuais, os deficientes, os estudantes, os trabalhadores, enfim, todos os que se sintam povo.

O Brasil impressiona pela sua diversidade cultural institucional, aqui todas as frentes de luta são legítimas, sem exclusão: desde o forte trabalho de base, até a via eleitoral, passando por inumeráveis atividades culturais, o diálogo com as instituições, a investigação acadêmica, o encaminhamento das demandas na agenda pública, a ação direta, a participação nos meios de comunicação de massa, as alianças com outros setores, etc.

Sem prejuízos, sem abster-se de nenhum outro espaço, sem calar uma só palavra, e o mais importante, sem desviar un centímetro do objetivo central de transformação social, do qual o hip-hop é um ator, principal, a vanguarda, mas apenas um a mais."

Saudações Revolucionárias aos nossos irmãos latino americanos! Viva a Nação Bolivariana de Hip-Hop!

Mercedes Alencar é membro da direção nacional da Nação Hip Hop Brasil

Com informações de: www.hiphoprevolucion.org e leguayork.blogspot.com/


André Gomes: Reflexões sobre Universidade e Atitude

Voltei do encontro nacional da Nação Hip-Hop Brasil bastante animado com o que vi por lá. Não só pelo fato de ter sido o maior encontro de hip-hop já realizado no Brasil, mas por perceber que desde o primeiro encontro nacional em 2005 a rapa evoluiu demais e se percebe nas falas um grande amadurecimento.

Tive a honra de compartilhar com Renan do grupo Inquérito e com o Weber da UNEAFRO uma mesa de debates sobre a formação do povo brasileiro, Estado e nação. As intervenções e questões colocadas demonstram que a rapaziada tá em sintonia com a história do Brasil e tá procurando conta-lá a partir de nosso ponto de vista, o dos oprimidos.

Além disso, pra minha alegria encontrei uma pá de manos e minas que estão em alguma Universidade, alguns fazendo trabalhos de iniciação cientifica, outros já ingressando no mestrado como o próprio Renan e o Neto aqui de Marília, entre tantos outros. Voltando a Marília na segunda-feira fui conferir a lista de aprovados do vestibular da UNESP 2010. Para minha grande alegria um dos nomes presentes na lista de Ciências Sociais era o da Bruna Motta, uma guerreira da periferia mariliense que embora não seja do hip-hop tem uma ativa militância na pastoral da juventude.

Vai vendo ó truta, vou dar um exemplo da atitude da mina só pros leitores perceberem de quem falo, a Bruna sempre que compra um livro, lê inteiro de ponta a ponta e passa pra frente para que outras pessoas possam ler. Passa pra frente aqui não quer dizer que ela empresta, ela doa o livro e como condição apenas estabelece que a pessoa que está recebendo faça o mesmo depois de ler. Eu que tenho um cuidado grande com meus livros admiro seu desprendimento, para ela o conhecimento precisa ser socializado, imagina o que ela vai fazer com o que aprender na faculdade.

Feito esse relato vai aqui uma reflexão, as universidades no Brasil – particularmente as públicas – não foram feitas pra nós. Foram feitas pra formar a elite brasileira. Agora estão através de programas estimulando a ampliação do acesso, porém a lógica é a expansão que atenda as necessidades de mercado e não porque ficaram bonzinhos da noite pro dia. Embora seja um avanço importante a seleção das federais pelo ENEM há ainda muito a percorrer.

Pra nós não basta chegar lá, é verdade que a maioria de nós está ausente da universidade – particularmente as públicas – precisamos claro lutar pelo acesso, agora mais do que isso ao chegar lá depois de muito esforço não podemos nos contentar em reproduzir a estrutura elitista falida das universidades brasileiras. Precisamos questionar o porquê, por exemplo, da maioria das pesquisas realizadas nas universidades públicas atenderem a interesses privados e de mercado e não aos interesses da maioria do povo. Cheguei a Universidade há três anos com as melhores das expectativas e embora tenha encontrado por lá professores, estudantes e pesquisadores honestos, rapidamente descobri que se tem um lugar de onde a revolução não vai sair este lugar é a Universidade.

Dito isso, não quero dizer que não precisamos entrar neste espaço, pelo contrário, acho fundamental que possamos ocupar as Universidades, porém tenho claro que precisamos ocupa-lá para transforma-lá. A luta por uma Universidade que atenda as demandas populares é em última instância a luta pela reestruturação do estado. Não dá pra aceitar que o rico fique anos na universidade pública para se formar em medicina com o dinheiro do povo e depois monte seu consultório onde os únicos pobres que entrarão serão a faxineira e a secretária, essa era a reflexão sobre a universidade.
“Eu sei você sabe o que é frustração, máquina de fazer vilão” (Racionais MC’s)

É guerreiro, quantos não deixaram de cumprir um papel prá periferia e pro hip-hop devido as suas frustrações? Quantos manos e minas inteligentes e de personalidade não se utilizaram de seu talento pra fortalecer o crime e quantos outros não ficaram pelo caminho nos cemitérios da vida?

O barato é loco mano, pra nós exemplo bom tem que ser exemplo vivo, sem deixar claro de lembrar com saudades de manos como Preto Ghóez que nos deixam sua trajetória como referência. Mano, que saudades dos parceiros, o Wellington alemão tinha maior talento, estelionatário desde jovem quando foi preso a primeira vez foi com um talão de cheque de um médico. O mano falsificou a assinatura do doutor sete vezes e engabelou os gambé, porém seu RG não confirmou sua suposta identidade, o cara podia ter escrito um livro, ser um psicólogo, sei lá mano... Tinha um dom pra conversar que acalmava todos nós, morreu aos 30 anos com uma facada no pescoço.

O que dizer do Dé, muleque talentoso mandava altas manobras no skate, deixou pra trás sua mina e um muleque novo, morreu aos 23 anos mutilado e abandonado em uma estrada vicinal. Mó neurose, os leitores devem estar se lembrando de exemplos parecidos. Tipo o mano Osmar lá de Hortolândia, poderia escrever um livro só com casos deste tipo, mas a ideia aqui é apenas dizer que isso precisa acabar. As lágrimas correm enquanto escrevo este artigo, meu filho nasce daqui a seis meses e ele não vai poder desfrutar da companhia e da sabedoria desses manos, fico pensando que preciso lutar por um mundo melhor pra ele e para todos, graças a Deus to na correria para oferecer uma vida melhor pra ele. Pode ser que ele escolha o caminho errado, mas vai ter todas as condições de correr pelo certo, quem sabe ponho o nome dele ou dela em homenagem a um desses guerreiros e guerreiras que nos deixaram.
Sonhos? Eu sei que todo pobre tem, não quero ir pro Carandiru e sim pra Jerusalém (Flagrante)

Se é verdade que tem exemplos de manos e minas que se foram, tem também exemplos de outros que estão ai firmão na caminhada. Conheci o Flagrante, ex realidade cruel, há dez anos na cidade de Hortolândia, na época meu cabelo era cumprido e gozador que era ele me apelidou de Conam - aquele do filme. Se pá o mano nem se lembra de mim, mas que nada, lembrei dele só pra falar que ele construiu uma trajetória bonita no rap nacional e no auge do sucesso deixou pra trás a fama, os discos, os shows e as noitadas pra ser um guerreiro de Jesus.

Eu nem religioso sou na verdade, mas admiro a caminhada do guerreiro, assisti o show do Realidade Cruel em São Vicente e o grupo continua fazendo um rap de primeira, o Douglas e os parceiros que se somaram são talentosos demais. Porém não pude deixar de comentar com o manos de Marília que estavam comigo, o Flagrante faz uma falta danada, os fãs do guerreiro em todo o Brasil devem observar isso em cada show, porém tenho certeza que pra mina e pros filhos dele muitas vezes ele fazia falta em casa, é lá que está ele, firmando sua pequena empresa familiar, cuidando dos filhos e da família.

Podia escrever aqui mais um capítulo só de exemplos parecidos com o do Flagrante, cada vez menos gente ganha dinheiro com rap, como diz o Renan, não tem espaço pra todo mundo cantar e nem espaço pra todo mundo jogar bola. Não dá pra sair da quebrada Mano Brow e Ronaldinho todo dia, cada vez menos gente ganha dinheiro com rap, pelos menos os manos e minas sérios e com compromisso.

Tem uma pá de gente da antiga fazendo seus corre pra melhorar de vida, aqui em Marília posso citar o Rick e o preto LG que não desistem da caminhada do rap e estão na batalha pra gravar e divulgar o CD, porém é o dia inteiro trampando em outros corre. Tem o Colosso e o Rodrigo do Expresso verdade que fazem um corre loco pelo rap, mas que trampam o dia inteiro pra sustentar o barraco, enfim tantos outros que poderíamos citar.

O Aranha que também é conhecido como Afro-Rima é um muleque talentoso demais, em breve vou sugerir a publicação de um texto dele e os leitores poderão conferir. O mano trampa o dia inteiro carregando uns saco monstro pra botar comida no barraco, o filho dele nasceu há alguns meses, de vez quando os manos sentem a falta dele nas reuniões, eu fico orgulhoso porque ele faltou pra levar o muleque no hospital ou ajudar a mina nos corre o dia a dia, eu mesmo faltei na maioria das últimas reuniões, os parceiros já estão até encanados. Na última faltei porque minha mina tava enjoada e precisei passar pano no chão e dar banho nos cachorros.

Tem o Kauê que é um dos muleque mais talentoso que conheci nos últimos anos, o mano escreve e canta muito, mas seu talento não se encerra ai, o parceiro já é encarregado no trampo e já arrumou trampo pra uma pá de guerreiro que precisava, entre eles o próprio Aranha que citei acima.

O texto aqui pode ter dado uma reviravolta e pode não manter uma coerência, mas a ideia era só dizer que é preciso correr pelo rap e pelo hip-hop, mas é preciso se levantar e cuidar da família. Não pode ser exemplo pra nós, o MC locão da quebrada que representa nos palcos, trinca nos butecos e deixa a mina e os filhos largados no barraco, é preciso atitude mano e não podemos confundir atitude com cara feia.
“O Amor vencerá a guerra” (GOG)

Essa ideia de que tem uma guerra instalada nas quebradas dependendo da interpretação podemos concordar e isso pode de certa forma orientar nossas ações. Porém a mídia e a policia se utilizam deste estado de guerra pra justificar a violência policial, pra justificar a morte de inocentes e a forma autoritária que a polícia trata o povo na periferia, se tem guerra, nós temos lado e nosso lado é a periferia.

Precisamos combater a guerra com amor mano, amor a companheira, aos filhos, amor a quebrada, aos parceiros e parceiras, enfim amor ao próximo. Amo todos vocês, é por isso que continuo firme na caminhada, contrariar as estatísticas não pode ser só continuar vivo, tem que ser melhorar a vida e ajudar que outros possa também melhorar, não falo aqui em ser rico e pá, nem tenho essa ilusão, falo em ter uma vida humilde, porém digna, pode acreditar que um dia as palavras do poeta vão se confirmar e o amor vencerá a guerra.

PS: Dedico este texto a memória de todos os guerreiros e guerreiras que nos deixaram, a minha companheira querida Giovana e ao meu filho ou filha que vem por ai.

André Gomes é estudante de graduação em Ciências Sociais pela UNESP/MARÍLIA, dirigente nacional da Nação Hip-Hop Brasil, companheiro da Giovana e em breve será também pai.

Mulheres no Hip-Hop

As minas invadiram a praia do hip-hop

Aconteceu entre os dias 28 e 31 de janeiro em São Vicente, o 3º Encontro Nacional da Nação Hip Hop que contou com a presença de seus associados que vieram de diversas regiões do país.

O evento contou com a presença do grupo Area 23 da Venezuela, Legua York do Chile e Atictud Maria Marta da Argentina que discursou após a posse do presidente aliado G, "Considero o Aliado G também meu presidente".

No evento houve debates em tendas temáticas, workshops, cinema, shows em seus diversos estilos e rimas. Além do lançamento do livro "Hip hop a Lapis - A literatura do oprimido" e muita troca de experiências e confraternização entre os participantes.

O evento que é realizado pela Nação Hip Hop contou com boa estrutura, alojada e vista panorâmica em frente a praia da Biquinha em São Vicente, litoral paulista.

Durante o evento os grafiteiros foram para as ruas expressar sua arte nos muros, além de fazerem diversos painéis espalhados pelo evento, enquanto na Arena rolava shows com os Coletivos de Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o grupo feminino Mixturadas.

O Destaque ficou para a tenda de debates "Anastácia" que aconteceu na sexta dia 29 com o tema: Lugar de Mulher é no Hip-Hop, onde a mediadora Mercedes Alencar questionou diversas ocasiões onde a mulher esta na luta e as debatedoras: Thiely Queen (Coletivo hip-hop mulher), DJ Simone (Site Mulheres no Hip Hop) e Simara (Soul Sisters) contaram suas experiências e o publico participou abertamente. No sábado dia 30 o tema foi: Se Liga! Sexo, Atitude e Informação com a Gisele (Coletivo Lilás) mediando o debate e Rúbia RPW, Ornella (Camará), Dulce Xavier (SPPM - São Bernardo) e Natasha Prevost (Canadá) debatendo com o publico essa questão que chegou a comover os presentes quando Rúbia relatou fatos que aconteceu em sua vida.

No domingo a Nação Hip Hop se reuniu para definir a nova direção nacional e discutir as resoluções, nesse momento, foi incorporado diversas pessoas ligadas ao hip hop enquanto era lido as resoluções e diretrizes da organização.

Mercedes Alencar em entrevista ao Site Mulheres no Hip Hop, disse que a luta é incorporar mais mulheres a Nação Hip Hop, para garantir no minimo 30% da representação feminina e no minino 1 (uma) mulher na direção nacional, citou exemplos como a Joice do grupo Tarja Preta que tem uma luta tremenda pela igualdade de gêneros.

As mulheres indicadas foram: Mercedes Alencar - Pandora (ES) - Gisele (SP) - Negraça (SE) - Eva (Sumaré) - Nina Rodrigues - Rubia e Joice (Tarja Preta). Mercedes acrescenta ainda que esta em andamento a criação de uma secretaria de mulheres, transformando em uma rede internacional contando com participação de Actitud Maria Marta e outras mulheres guerreiras espalhadas pelo mundo, "a Nação esta bem organizada, contamos com diversas experiências dentro e fora do Brasil, como na Venezuela e Chile, iremos enviar uma carta de São Vicente de princípios fundamentais para atuarmos nas políticas publicas e em outros segmentos. “ finalizou Mercedes.

O encerramento contou com shows de Face da Morte, MV Bill e fechou com chave de ouro com o grupo "Actitud Maria Marta" da Argentina que chamou ao palco o Lulo do Chile e o aliado G para cantarem juntos, além de convidarem ao palco algumas rimadoras brasileiras dentre elas a Amanda do grupo Miscivel e Mariah do grupo La Femina.

Fonte: mulheresnohiphop.com.br

Mano Oxi: Hip-Hop estremece a praia de São Vicente

“Quem sabe faz a hora e não espera acontecer” foi exatamente isso que aconteceu na praia da Biquinha, em São Vicente, entre os dias 28 a 31 de Janeiro. Mais de mil manos e minas compareceram no 3º Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil, comprovando que o nosso movimento se mantém vivo e combativo mais do que nunca.

Ônibus com delegações de todas as partes do Brasil foram chegando na Praia de São Vicente. Mó satisfação rever guerreiros e guerreiras que contribuem na construção de nossa organização, em seus estados, todos juntos com um só sentimento.

O contingente de jovens foi tanto, que foram precisos dois alojamentos para acomodar tanta gente. Colchonetes, barracas e muito improviso foram determinantes para que tudo transcorresse na mais perfeita harmonia.

O sistema de credenciamento funcionou com muita tranqüilidade e olha que eu já tenho alguma experiência por participar de outros eventos nacionais de médio e grande porte. E, o que eu já vi por aí, me faz perceber que estamos em um momento de muito amadurecimento, disciplina e responsabilidade.

Foi a primeira vez que eu participei de uma atividade de hip-hop que garantiu café da manhã, almoço e janta, além de alojamento para todos os participantes que estavam devidamente credenciados.

Debates, oficinas e palestras foram determinantes para garantir a qualidade do conteúdo, sem contar nos convidados que marcaram presença e, que sem dúvida nenhuma enobreceram o 3º Encontro Nacional do Hip-Hop Brasil.

Quero destacar a participação de todos os grupos do rap nacional, que não só participaram do evento com suas performances de shows, como estiveram o tempo todo presentes nas discussões que aconteciam de maneira simultânea nos diferentes espaços temáticos.

Faço destaque para alguns em especial: Nelson Triunfo, Zé Brown, Marcão do DMN, DBS, Renan do grupo Inquerito Douglas do grupo “Realidade Cruel”, dentre tantos outros. Vereadores(as) como Raisule, Anderson 4P, Eva de Oliveira.

Reunir em um só evento grafiteiros, DJ’s, MC’s, b.boys e pensadores do movimento hip-hop e de fora dele, no mínimo nos faz pensar uma coisa: estamos vivenciando um momento novo dentro da nossa cultura, de muita diversidade de ideias e de perspectivas novas que garantam o futuro desta cultura, que vem transformando a realidade de quem sobrevive nas periferias do nosso país há cerca de 30 anos.

A estrutura do evento foi impecável, um palco com metragem profissional, som da melhor qualidade, iluminação a altura dos espetáculos e um serviço de logística capaz de responder a tempo os imprevistos eminentes.

A troca de informação e de intercambio com as outras cidades que lá se fizeram presentes fortaleceu ainda mais o movimento hip-hop brasileiro. Eu vi pessoas buscando a todo o instante conversar com outras pessoas, trocar telefones, e-mails, MSN’s, Orkuts e estabelecer um vinculo de amizade, ou que já existia, ou que naquele momento passou a existir.

Caminhando na noite da Praia de São Vicente, conheci um morador local que me disse: ‘’o lugar que a Nação Hip-Hop escolheu para realizar a abertura oficial do evento nunca antes na história havia sido ocupado por pessoas da periferia, quanto menos por jovens do movimento hip-hop.”

Isso me deu uma felicidade tão grande, porque naquele local estávamos quebrando tabus e reescrevendo a nossa história, sem palavras...

O show final ficou por conta das argentinas Actitude Maria Marta, que quebraram tudo em cima do palco, em seguida o grupo Face da Morte deu o seu recado com a qualidade de sempre e MV Bill finalizou o evento, fazendo um show onde ele cantou músicas dos seus primeiros trabalhos e de seus discos mais recentes. Neste momento a arena ficou consideravelmente cheia.

Não houve nenhum incidente, nenhum problema com os policiais, que estiveram o tempo todo no evento, policiando preventivamente garantindo total segurança pra todos que vieram de fora da cidade.

Quero agradecer a Prefeitura da Cidade que entendeu o objetivo deste encontro para o hip-hop nacional,

Ao Secretário de Cultura que se fez presente em diversos momentos durante as atividades e que segurou juntinho com a produção do evento, à toda equipe que contribuiu na organização do evento e à todos da Direção Nacional da Nação Hip-Hop Brasil que se mudaram há cerca de um mês antes da realização do evento para garantir que tudo pudesse correr de maneira profissional.

A leitura da carta na plenária final do evento foi emocionante, assim como o lançamento do 2º livro
Hip-Hop a Lápis- Literatura do Oprimido. A presença de autoridades como Célio Turino representando o MinC, Deputado Estadual Raul Carrion representando a Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Ex-Delegado da Polícia Federal, Dr. Protogénes Queiroz, dentre outros.

Foi emocionante também a construção da 1º Rede Latino-Americana de Hip-Hop que foi ‘’fecundada’’ durante o evento e que marca mais um passo no fortalecimento do hip-hop Latino Americano. A eleição da nova Direção Nacional da Nação Hip-Hop Brasil foi emocionante onde eu destaco a entrada do Douglas, do Realidade Cruel, que sem dúvida nenhuma contribuirá mais ainda para o fortalecimento da Nação Hip-Hop Brasil em todo o País.

Parabéns ao conjunto de toda a nossa militância nacional, parabéns ao Aliado G, Toni C., Beto Teoria, Mercedes Alencar e à todos que contribuíram para a boa qualidade do evento.

Disso tudo fica uma grande lição para a nossa organização: “Quem sabe, faz a hora. Não espera acontecer”, é desse jeito mesmo vagabundo!

REPERCUSSÃO

O Encontro passou mas a repercussão continua...



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UM DIA HISTÓRICO

Hip Hop faz um mergulho na história e começa encontro nacional em São Vicente
Representantes de oito estados brasileiros e do exterior participam de fóruns, intervenções culturais e shows até domingo (31/01)

Com muita música, poesia e vontade de mostrar o lado cultural do de um movimento organizado, foi aberto na manhã desta sexta-feira (29/01) o 3° Encontro Nacional do Hip-Hop, nas dependências do Ilha Porchat Clube. Centenas de representantes de oito estados brasileiros (São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Sergipe, Paraná, Santa Catarina e Goiás) e de três países (Argentina, Venezuela e Chile) participaram do evento, prestigiado por deputados e vereadores de São Paulo.

Até domingo (31/01), fóruns, intercâmbios culturais e shows com grandes nomes do ritmo no cenário nacional estarão em São Vicente, na arena cultural Hip-Hop Brasil, montada no mesmo local onde foi realizada a Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, na Praça Tom Jobim. O tema central dos debates é um mergulho na história.

De acordo com o prefeito de São Vicente, Tercio Garcia, o Hip-Hop brasileiro enfrentou um longo caminho para organizar um encontro como este. “O movimento está mais organizado, por isso merece e precisa crescer”, destacou o prefeito, frisando a linguagem política, sensível e ligada à realidade do País. “São Vicente está de braços abertos para recebê-los”.

O secretário da Cultura, Renato Caruso, ressaltou a importância cultural do evento. “Depois de realizar a Encenação, o maior espetáculo em areia de praia do mundo e agora sediamos o Encontro Nacional. Definitivamente nossa Cidade entra no calendário cultural nacional”.

Já o deputado federal Márcio França lembrou que “o movimento Hip-Hop está compondo uma parte importante da história, por fazer, na Primeira Cidade do Brasil, um encontro como este”. E a deputada estadual Maria Lúcia Prandi completou: ”o movimento está construindo a história com a força da juventude”. Na ocasião estiveram presentes além do presidente da Câmara de Vereadores Paulo Lacerda, os vereadores Caio França, Diogo Batista, Marcelo Correa, Marco Bitencourt e Pedro Gouvêa.

O coordenador geral da Secretaria de Identidade e Diversidade do Ministério Cultura, Marcelo Manzatti, representando o ministro Juca Ferreira, disse que a junção das forças culturais e políticas do movimento fazem muitas transformações. “O presidente Lula pediu para investirmos em cultura, pois só assim vamos diminuir as desigualdades”.

O encontro - Considerado o maior evento nacional de hip-hop, é a primeira vez que um encontro deste porte é realizado na praia e aberto ao público. Mais de mil pessoas já confirmaram presença, vindas de todos os estados brasileiros. O festival é uma iniciativa da Nação Hip-Hop e tem o apoio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de São Vicente.

A importância histórica e cultural foi fundamental na escolha da Cidade para sediar o evento. “Como o tema do encontro é Um Mergulho na História, escolhemos São Vicente, por ser fruto da construção histórica do País”, conta Aliado G, rapper do grupo Face da Morte e presidente da Nação Hip-Hop.

O encontro contará também com oficinas, palestras e debates, realizados durante o dia, além dos shows que acontecem no período da noite. Dentre as apresentações estão nomes conhecidos do cenário musical como MV Bill, Rapin Hood, Face da Morte, Área 23 (Venezuela), Legua York (Chile) e Actitud Maria Marta (Argentina). Todas as atrações são gratuitas. Mais informações pelos telefones (13) 9792-0235 e (11) 8427-8879.

Histórico - A Nação Hip-Hop Brasil foi fundada em 2005, quando foi realizado o primeiro encontro nacional. Com objetivo de organizar o movimento Hip-Hop e articular a comunidade, o grupo completou no dia do aniversário de São Vicente, 22 de janeiro, cinco anos.

Shows - GOG (29/01, às 21h40), Rapin Hood (29/01, às 22h00), Área 23 (30/01, às 22h30), Face da Morte (31/01 às 17h) e MV Bil (31/01 às 20h). Para saber a programação completa acesse www. mergulhonahistoria.blogspot.com.

Fonte: www.saovicente.sp.gov.br

video

Debate

Netinho de Paula confirma participação no Encontro


O cantor, apresentador e vereador Netinho de Paula confirmou sua participação no Encontro Nacional de Hip-Hop promovido pela Nação Hip-Hop Brasil.
Amanhã terá ato de abertura no Ilha Pocha Club, deste encontro que começou hoje e vai até o dia 31 de janeiro em São Vicente. Confira vídeo gravado com Netinho a alguns dias e veja a programação completa do encontro.


Programação

Conheça a programação do 3° Encontro Nacional

Quinta Feira – 1° Dia - 28/01

10:00 Hs – Inicio do encontro de graffiti – Intervenção nos muros da cidade

12:00 Hs - Credenciamento das delegações, recepção na Praia da Biquinha

13:00 Hs: Abertura dos alojamentos

19:00 Hs: Festa das delegações (Coletivo Hip-Hop Caiçara e Coletivo Zona Oeste SP)
Império ZO
Viela 17

Sexta-Feira – 2° Dia 29/01

08:30 Hs Encerramento do café da manhã

09:00 Hs: Abertura Oficial
Presença de Autoridades e Personalidades do Hip-Hop.

11:00 Hs - Exposição da Conferência “Um mergulho na História”
Debatedores: Aliado G (Nação Hip-Hop Brasil), Aldo Rebelo (Dep. Federal) e Renato Caruso (SECULT), Márcio França (Deputado Federal), Tércio Garcia (Prefeito), entre outros.

15:30 Hs - Abertura dos Debates / Oficinas e Intervenções
Espaço Raízes
Tema: Rede Latinoamericana de Hip-Hop
Máster (Área 23 - Venezuela) / Malena (Actitude Maria Marta – Argentina) / Aliado G (Face da Morte - Brasil) / Lulo (Légua York - Chile)

Espaço “Palmares”
Hip-Hop – Passado, Presente e Futuro
Mediador: Beto Teoria (MC)
Debatedores: Nelson Triunfo (dançarino), Bonga (Graffiteiro)

Espaço “Preto Ghóes”
Vota Hip-Hop Ocupando o Parlamento
Mediador: BOB (Secretário de Cultura de Potengi/CE)
Debatedores: Raisuli (Ver. Salto), Anderson 4P (Ver. Francisco Morato), Eva de Oliveira (Ver. de Sumaré)

Espaço “Anastácia”
Lugar de Mulher é no Hip-Hop
Mediadora: Mercedes Alencar
Debatedoras: Thiely Queen (Coletivo hip-hop mulher), DJ Simone, Simara (Soul Sisters)

Espaço “Sabotage”
Tema: “Liberdade de Expressão”
Mediador: André (Site de Rua)
Debatedores: Netinho de Paula (Apresentador), Hot Black (Programa Periferia / TV Aperipê-SE) Fabio Féter (Sistema Racional / TV Brasil) White Jay (TVE Hip-Hop Sul)
Breaking

Espaço “Nelson Triunfo“
Mostra / Oficina de Dança
Casa do Hip-Hop de Diadema

Espaço “Grandmasterflash“
DJ RM Clã Leste e DJ Big Edy
Graffiti

Espaço “Aleijadinho“: Oficina e Palestra Informativa
Graffiteiro Shok
RAP

Espaço “Cartola“: Mostra / Oficina de Rima
Bruno Cabrero (Páu de dá em doido) e Carlosavonts
18:00 Hs - Jantar

Arena Cultural Nação Hip-Hop Brasil

19:30 Hs: Mostra de Grupos Convidados – Coletivo São Paulo e ABC

21:00 Hs: Homenagem a Bezerra da Silva – Projeto Rua do Samba de São Paulo
DBS & a Quadrilha
Rappin Hood
Legua York - Chile

Sábado – 3º Dia 30/01

08:30 Hs: Encerra Café da Manhã

09:00 Hs: Abertura dos Debates / Oficinas / Mostra

Espaço “Palmares”
Existe um Hip-Hop Verde e Amarelo?
Mediador: Serjão (Jacareí SP)
Debatedores: Zé Brown, Japão ( Viela 17, Rap com Ciência), Virgula (PA)

Espaço “Preto Ghóes”:
Tema: Povo Brasileiro, Estado e Nação
Mediador: Fabrício Lopes (CONJUVE)
Debatedores: Renan (Inquérito), Douglas (UNEAFRO), André Gomes (Marília)

Espaço “Anastácia”
Tema: Se Liga! Sexo, Atitude e Informação
Mediadora: Gisele (Coletivo Lilás)
Debatedores: Rúbia RPW, Ornella (Camará), Dulce Xavier (SPPM - São Bernardo), Natasha Prevost (Canadá)

Espaço “Sabotage”
Sem justiça existe paz?
Mediador: Macarão (Uzina Reggae, Instituto Sou da Paz)
Debatedores: Beto de Oliveira (Secretária de Justiça/SP), Panikinho (Soweto Organização Negra), Doutor Marcelo (Salto)
Breaking

Espaço “Nelson Triunfo“
Mostra / Oficina de Dança
Gerson (Afro Break), B.Boy Banks (Back Spin Crew), Dinamic Breaks
Espaço “Grandmasterflash“
DJ Buiú e Convidados
Graffiti

Espaço “Aleijadinho“: Mostra / Oficina de Graffit
Derf
RAP

Espaço “Cartola“: Mostra / Oficina de Rima
Thiagão e Arnaldo Tifú – Batalha de Mc’s

12:30 Hs: Almoço

14:30 Hs: Desafio: Roda de capoeira X B.Boy / Rap X Repente

15:30 Hs: Abertura dos Debates / Oficinas / Mostra

Espaço “Sabotage”
Tema: Juventude Encarcerada
Mediador: Elias (Mov. Hip-Hop Caiçara)
Douglas (Realidade Cruel), Mano Oxi (DNA MC’s RS), Protógones Queiroz (Delegado da Policia Federal)

Espaço “Palmares”
Educação é meu canhão
Mediador: Sancler (Sec. Cultura Araçatuba) Elizeu Gabriel (Pres. Comissão de Educação) / (Gustavo Petta Sec. de Esporte Campinas) / Neto (UNESP-Marília)

Espaço “Anastácia”
Hip-Hop Instrumento de Transformação ou Consumo?
Mediadora: Ornella (Camará)
Debatedoras: Natasha Prevost (Canadá), Joyce (Tarja Preta), Lunna (Mulheres no hip-hop)

A tarde: 4P Políticas Públicas Para a Periferia
Mediador: Danilo (Diretor de Juventude de São Vicente)
Debatedores: Danilo Moreira (Séc. Adjunto da Sec. de Juventude), Markão II (D.M.N), Netinho de Paula (Cantor e Vereador)
Breaking – Coordenação B. Boy Chris

Espaço “Nelson Triunfo“: Mostra / Oficina de Dança
Expressão de Rua ,Breaknomaníacos (Rio Grande da Serra) Dança de Rua (Hip-Hop Caiçara)
DJ
Espaço “Grandmasterflash“: Mostra / Oficina de DJ
DJ Slick e convidados
Graffiti – Coordenação Bonga

Espaço “Aleijadinho“: Mostra / Oficina de Graffit
Thiagão
RAP

Espaço “Cartola“: Mostra / Oficina de Rima
Projeto Mix-Tape Grito do Ipiranga, Coletivo Páu de Dá em Dóido
18:00 Hs Jantar

Arena Cultural Nação Hip-Hop Brasil

20:00 Hs: Mostra de Grupos Convidados – Coletivo BH / Coletivo RS / Coletivo SC
Show:
Zé Brown (PE) / Ordem Própria
Grupo Inquérito
Realidade Cruel,
Área 23 (Venezuela)
Apresentação: Nuno Mendes

Domingo – 4º Dia 31/01

08:30 Hs: Encerra Café da Manhã

09:00 Hs: Plenária Final

10:30 Hs: Intervenção Especial: Lei Estadual do Hip-Hop (Dep. Raul Carrion / RS)

11:30 Hs: Lançamento do Livro “Hip-Hop a Lápis – A Literatura do Oprimido”

12:30 Hs: Almoço

14:00 Hs: Circuito Esportivo – Performances de Skate e Street Bol
Intervenções Culturais na Tendas 4 Elementos – Jam Session e Freestyle / Batalha de Breaking / Performance de DJ’s

Arena Cultural Nação Hip-Hop Brasil

16:00 Hs: Cia Pesado do Improviso
Face da Morte
MV Bill
Actitud Maria Marta - Argentina
Apresentação: Nuno Mendes

Atividades Permanentes
* CINE 3D – Coordenação ONG Querô Espaço “Nois na tela”:
Curtas relacionados ao cotidiano hip-hop e periferia.

**Circuito Esportivo Mini-Hamp, Obstáculos de
Skate e Tabela de Basquete

Projeto Skate Skola Tour – Coordenado pela A.S.S.P - Associação de Skate de Santana do Parnaíba / SP

Catraca Livre

Diversas apresentações no 3º Encontro Nacional de Hip Hop


Organizado pela Nação Hip Hop Brasil, o “3º Encontro Nacional de Hip Hop” acontece na Praia do Gonzaguinha, em São Vicente. A edição deste ano terá como tema “Hip Hop um mergulho na história” e será realizado entre os dias 28 e 31 de janeiro.
Grandes nomes sobem ao palco, alguns pela primeira vez no Brasil como: Actitud Maria Marta (Argentina), Legua York (Chile), Area 23 (Venezuela).

MV Bill, Rappin Hood, Face da Morte, Realidade Cruel, Inquérito, DBS & a Quadrilha, Império ZO entre muitos outros também têm presença garantida.

Além das apresentações, acontecerão debates, palestras, oficinas, workshops de cinema, literatura, break, grafite, rima, e manipulação de discos. As atividades, contam com integrantes de todo o país. Todas as atrações, serão abertas ao público.
Assista ao vídeo:


Fonte: Catraca Livre

Literatura

Encontro lançará livro "Hip-Hop a Lápis - A Literatura do Oprimido"



O 3º Encontro Nacional de Hip-Hop terá entre suas atividades, durante os quatro dias de atividades, o lançamento do novo livro Hip-Hop a Lápis. Surge uma nova literatura, a Literatura do Oprimido. Este é um livro para ficar guardado na estante. Por que se sair de lá, vai mexer com você. Ousado, polemico, desafiador, reflexivo, instigante, inteligente.

É isto que encontrará nas 272 páginas do livro Hip-Hop a Lápis – A Literatura do Oprimido.

O segundo livro da série produzida pelo Ponto de Cultura Hip-Hop a Lápis. A diversidade de temas e abordagens dos 60 autores de todos os cantos, cores e escolaridades mas com uma coisa em comum, a paixão pelo hip-hop e pela literatura. Os rappers, nomes conhecidos, os pesquisadores, os leitores, os fãs, todos juntos e misturados.

Uma leitura única, direta com linguagem de moleque e profundidade de intelectual. Falam de ruas, drogas, sexo, violência policial e doméstica... enfim. Falam da vida oprimida pelo melhor ângulo.

O livro é ilustrado pelo graffiteiro Thiago Vaz, com prefácio de Célio Turino (MinC), apresentado por Aliado G e Sérgio Vaz. São 80 textos distribuido em 14 capítulos organizado por Toni C.
A públicação é inovadora em extrair crônicas da internet (
www.vermelho.org.br/hiphop), agora tem mais uma novidade. A seleção dos autores é apresentada diáriamente um a um pelo twitter, a história escrita a lápis é contada por quem vem de baixo, seu protagonista. (twitter/hiphop_a_lapis)

Leia, a
Literatura do Oprimido.
Se tiver coragem!

Lançamento: 31 de janeiro, 11 horas.
3º Encontro Nacional de Hip-Hop. (
www.mergulhonahistoria.blogspot.com)
Praia da Biquinha - São Vicente.
Para adquirir o livro, debates, palestras e agendar lançamentos,
hiphop@vermelho.org.br


Saiu na Globo

Etapa municipal de Santos é matéria na TV Tribuna

Entrevista Bocada

Aliado G fala sobre o III Encontro Nação Hip-Hop

Aliado G, uma das cabeças que estão por trás da organização do III Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil, evento que reúne os elementos e a militância do movimento durante os dias 28, 29, 30 e 31 de janeiro, em São Vicente (SP), fala ao CHH. Actitude Maria Marta, da Argentina, Legua York, do Chile, Area 23, da Venezuela, MV Bill, Rappin Hood, Face da Morte, Realidade Cruel, Inquérito, DBS & a Quadrilha, Império ZO, entre outros rappers, estarão no encontro que promove debates, palestras, oficinas e abre espaço para o cinema e literatura.

O que são o Rap e o Hip-Hop Hoje?
Aliado G:
O Hip-Hop hoje é comprovadamente um movimento de caráter universal e reúne o maior número de adeptos do planeta. Caracteriza-se como sociocultural e com recorte etário majoritariamente juvenil. Levando em conta os conceitos geracionais definidos pela sociologia, podemos afirmar estarmos na terceira geração do Hip-Hop no Brasil. Sendo esta uma questão relevante, a sombra da qual devemos refletir. Pois tem impacto determinante sobre nossa organização e o conjunto das manifestações do movimento, que se expressam por meio da música (Rap), dança, vestimenta, literatura e artes plásticas.

Muitos não dão importância para a militância no Hip-Hop. O III Encontro é uma conquista do Hip-Hop social ? Sem a preocupação com políticas públicas, seria possível levar cultura e entretenimento para a maioria, como caso do Encontro de Hip-Hop?
Aliado G:
Sem dúvida, o III Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil é uma grande conquista para o conjunto do movimento, não apenas para a Nação. O movimento vive hoje uma grande contradição, alcançamos nosso mais alto patamar do ponto de vista institucional, em contrapartida temos um grande refluxo na produção e difusão cultural. Por exemplo, durante o ano de 2009, não consigo me lembrar de nenhum fato de repercussão Nacional. Como citei anteriormente, o movimento é sociocultural e isso não é privilégio do Hip-Hop.

Toda expressão cultural tem influência na sociedade, porém nós influenciamos no sentido das transformações, por isso conquistamos respeito do conjunto da sociedade. Penso que o encontro é a materialização destas relações, onde teremos debates, palestras, filmes, oficinas, literatura, exposições e shows com presenças que vão desde Ministros de Estado até os manos que moram em palafitas nas margens do rio Amazonas, dos Bboys das tribos indígenas do Acre, até vereadores eleitos pelo Hip-Hop. Destaco ainda as participações internacionais com membros da Argentina, Chile, Venezuela, Canadá, EUA, Inglaterra, França e Alemanha. Tenho certeza que este grande caldeirão Cultural que será o encontro resultará numa grande retomada do movimento, em outro nível. Tudo isso, na praia e com entrada franca. Será possível por conta das relações institucionais que a Nação Hip-Hop Brasil acumulou ao longo de seus cinco anos de militância.

Qual a expectativa para esse Encontro? As cenas política e cultural atuais proporcionam um novo olhar para as questões sociais e estéticas?
Aliado G:
O Brasil é um país jovem do ponto de vista histórico, acabamos de completar 500 anos. A China, por exemplo, conta histórias milenares, assim como a Europa e a África. Nós surpreendemos o mundo elegendo um operário, retirante nordestino como nosso Presidente da República. Desde então, vivemos um novo ambiente no Brasil e no mundo, a chamada crise econômica mundial é um marco na confirmação de uma nova configuração internacional, onde o Brasil sai da condição de vira-latas e passa a jogar um grande papel. Nenhuma decisão que tenha impacto no planeta é tomada sem levar em conta a opinião brasileira.

Devemos ocupar o quinto lugar como maior economia em breve. Milhões de pessoas ascenderam socialmente, muitos empregos gerados, somando isso, a questão geracional, a qual me referi anteriormente, podemos esperar muito deste encontro, que tem muito a contribuir desde seu tema “Um Mergulho na História”, que pretende desmistificar a imagem de que as coisas são assim mesmo,é o destino, é da vontade de Deus. Compreendendo que tudo que vivemos hoje é fruto de uma construção histórica e, nos apropriando disso, podemos escrever uma nova história. No passado, a juventude pintou a cara para mudar o Brasil, nós vamos é pintar o Brasil com a nossa cara , preta, parda, mestiça.

Você acha que novas abordagem e novos debates podem resgatar a essência do movimento?
Aliado G:
O encontro tem essa proposta.

O Rap brasileiro precisa se aproximar dos outros elementos do Hip-Hop para fortalecer a cultura de rua em todos os seus aspectos?
Aliado G:
Com certeza, penso que o elemento mercado é determinante neste processo de distanciamento. Muitos enxergaram no Rap uma opção para responder a cobrança da sociedade. O que muitos não conseguiram compreender é que existe uma diferença fundamental entre talento e sucesso. Talento todos tem para alguma coisa, agora sucesso é propriedade do mercado e é ele quem escolhe seus abençoados. Quase todo brasileiro tem seu time de futebol, mesmo jogando bola ele paga ingresso para ver seu time, no Rap não. A maioria entende que seu trabalho é o melhor. Os produtores e profissionais não entraram no Hip-Hop, então os manos da quebrada se tornaram produtores, na maioria dos casos, em função de sua inexperiência e baixa condição estrutural, trabalha com o pior espaço, sem higiene, segurança, divulga na comunitária da quebrada e imagina que todo mundo ta sabendo. Tem que abrir espaço para todos os grupos que ele conhece, acabando com a festa e criando um espaço de show, onde grupos cantam para grupos, masculinizando o movimento.

Aqueles que não são de grupo ficam deslocados. Acabam procurando alternativas para se divertir no fim-de-semana. Tudo isso (e muito mais que eu poderia dizer) é parte da confusão que nos trouxe até aqui. Precisamos devolver a alegria ao Hip-Hop, o pertencimento, a festa, a celebração. A aproximação entre os elementos é condição básica para isso. Precisamos combater a visão pós-modernista que tenta nos dividir a partir de nossa diversidade, os caras do bairro A, não colam com o B. O ser humano é único, portanto, é diferente por natureza, temos que construir a partir de nossas semelhanças. Somos todos filhos da classe trabalhadora, formada à base de um povo negro escravizado que habitou nas lavouras e hoje está nas periferias e favelas deste país.

SÃO VICENTE NO AGUARDO

Márcio França manda o recado para a galera do Hip Hop

O 3º Encontro Nacional da Nação Hip Hop brasil vêm conquistando o país e a cada dia, mais lideranças políticas e sociais, fazem o seu chamamento para o evento que acontece de 28 a 31 de janeiro nas areias da Praia do Gonzaguinha em São Vicente.

Quem deixa seu recado nesta oportunidade é o Deputado Federal Márcio França, lider do Bloco de esquerda na Câmara dos Deputados.

França que iniciou a carreira política ainda muito jovem na cidade de São Vicente, cidade que administrou por 8 anos, conhece bem a realidade do povo da periferia e aproveitou o momento para fazer um convite especial para todos os manos e minas que estão se deslocando dos quatro cantos do país para a 1ª Cidade do Brasil.

Todos juntos para fazer um grande mergulho na história!





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Na TV

3º Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil




Conheça os shows do maior encontro de hip-hop de todos os tempos. Pela primeira vez no Brasil: Actitude Maria Marta da Argentina, Legua York do Chile, Area 23 da Venezuela. E ainda, MV Bill, Rappin Hood, Face da Morte, Realidade Cruel, Inquérito, DBS & a Quadrilha, Império ZO entre muitos outros. O evento também terá debate, palestras, oficinas, espaço de cinema e literatura, gente de todo o país.

HIP HOP SANTISTA

Encontro Santista de Hip Hop reúne jovens no Centro de Cultura Patrícia Galvão

Com o tema Origens: os elementos que compõem a resistência, o 1º Encontro Santista de Hip Hop reuniu jovens, no fim de semana, no Centro de Cultura Patrícia Galvão. Além de discutir o movimento musical, os presentes assistiram ao documentário Música Negra de São Paulo, no Miss (Museu da Imagem e do Som de Santos); fizeram improvisações; e discutiram propostas que serão levadas ao encontro estadual, que acontecerá dia 24 deste mês, em Guarujá.

Os encaminhamentos e sugestões aprovados serão levados posteriormente a um debate em âmbito nacional. Participaram do evento os MCs Lira, Giba, Ingrid INR e FAT. A iniciativa é do Movimento Hip Hop Santista, Educafro, Fórum Metropolitano de Juventude Negra, prefeitura e Conselho Municipal da Juventude.

Fonte: http://www.santos.sp.gov.br/frames.php?pag=/cgi-bin/comunicacao/listanoticias.pl?61607

Arrumando as malas

O que preciso saber para participar
do maior encontro de hip-hop?

O 3º Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil, terá participantes de todos os cantos do país. Preparamos então um manual do que é necessário fazer para participar, de boa, do maior encontro que o hip-hop já viu, anote as dicas:

* Organize caravana com sua posse, grupo, crew para chegar em São Vicente-SP, cidade sede do encontro.
* Faça a inscrição no site da entidade www.nacaohiphopbrasil.com
* Os participantes inscritos terá direito a alojamento, alimentação e participação de todos os espaços do encontro.
* Traga produtos de higiene pessoal e colchonete.
* Separe produtos de seu grupo para intercambiar com outros grupos.
* Coloque também em sua mochila cameras e filmadoras para registrar e divulgar o encontro.
* Não esqueça a roupa de banho, afinal ninguêm é de ferro e em São Vicente nessa época do ano faz muito calor!

Para os responsáveis pela caravana segue os dados para a entrada de ônibus no município de São Vicente:

Nome da empresa do ônibus/micro/van;
Placa do ônibus;
Prefixo do ônibus;
Nome do motorista (completo);
RG do motorista;
Motivo da viagem em visita ao município, quantidade de passageiros onde os passageiros irão ficar, por quanto tempo o grupo irá ficar na cidade;
Responsável pelo grupo (nome completo);
RG do responsável;
Local da partida;
Válido para os dias que o ônibus irá ficar na cidade

Latinidade

Shows internacionais invadem as praias de SP

Serão quatro dias com muita agitação com shows internacionais como do grupo chileno Leguayork (assista La Sombra).
O grupo Argentino Actitud Maria Marta formado por três mulheres é uma das grandes expectativas do evento que promete lotar as praias de São Vicente.
Da venezuela o grupo Area 23 é outra apresentação que garantirá a animação, Master integrante do grupo revela que há tempos esperavam pela oportunidade de se apresentarem no Brasil.
Os shows, gratuitos, devem reunir um grande público na praça do Gonzaga praia da Biquinha em São Vicente onde uma grande arena já está sendo montada.
Artistas nacionais como Rappin Hood, Face da Morte e MV Bill tambem se apresentarão no encontro que reunirá adeptos do hip-hop de todo o país.
"Estamos fazendo a globalização da cultura, o hip-hop é universal, mas também é verde e amarelo, a arte não tem fronteiras" afirma Aliado G presidente d
a Nação Hip-Hop Brasil, organizadora do evento que está em sua terceira edição.
Para saber mais acesse o site do encontro,
www.mergulhonahistoria.blogspot.com

Veja área 23

FRANCISCO MORATO NA FITA

Nação Hip Hop Brasil promove encontro regional em Francisco Morato
Debater os rumos do hip hop no país, promover da interação de grupos e interessados no assunto. Esses são alguns dos objetivos do encontro regional.

A Nação Hip Hop Brasil promove no próximo domingo, 17 o encontro regional na cidade de Francisco Morato. O intuito do evento é debater sobre o hip hop na região e encaminhar propostas para encontro nacional da Nação Hip Hop que acontece no final do mês na cidade de São Vicente.

O encontro contará com participantes de Francisco Morato, Caieiras, Jundiaí, Várzea Paulista, Franco da Rocha, Santana de Parnaíba, Perus e demais cidades da região. Segundo os organizadores, o evento será uma oportunidade de dissiminar o hip hop na região e promover a interação de grupos e interesados no assunto para juntos buscarem uma unidade para o movimento crescer e ganhar força nas cidades.

O evento começa a partir das 09 horas e se estende durante todo o dia no Teatro Laura Bressane. Contará com rodas de debates, além de apresentações de grupos de rap, como o grupo Inquérito, apresentações de DJ´s, Graffiti e B.Boy e B.Girls. O local também terá pista de skate, além de outras atividades. Cada cidade escolherá representantes para o encontro nacional em São Vicente.

O 3° Encontro Nacional de Hip-Hop com o tema, "Um Mergulho na História" acontecerá na cidade de São Vicente - SP entre os dias 28 a 31 de janeiro terá participantes de todo o país, com grandes debates, oficinas, palestras e shows gratuito para todos na praia.

Serviço
Encontro Regional da Nação Hip Hop Brasil
Local: CSU Centro Social Urbano - Teatro Laura Bressane - (próximo a estação de trem CPTM) - Francisco Morato - SP
Data: 17 janeiro
Horário: 09 horas
Entrada gratuita

CAPITAL PAULISTA EM MOVIMENTO

Nação Hip Hop da Capital debate o Movimento Hip Hop como Instrumento de Transformação Social

A Nação Hip Hop São Paulo Capital, nas preparatórias do 3° Encontro da Nação Hip Hop Brasil estará promovendo um debate que coloca o hip hop como legítimo instrumento de transformação social. A perspectiva é de construir uma plataforma de trabalho a ser apresentada nos 04 dias de debates do Encontro em São Vicente.

Segundo, Mercedes Alencar, da Direção Nacional da Nação Hip Hop Brasil e uma das organizadoras do evento na Capital, o Encontro é de uma singularidade ímpar, pois ocorre num momento em há uma crise de identidade do movimento diante das perspectivas do mercado em cooptar a cultura hip hop. “Some-se a isso a capacidade do Encontro em reunir autoridades da velha e nova escola, pessoas que tem história e outras que vem despontando como voz latente nesse meio.”, diz Mercedes Alencar.

O presidente da Nação Hip Hop Capital, Nuno Mendes, é uma das autoridades na luta pela defesa da organização do Movimento e preservação de seu papel de dar "vez e voz" a periferia excluída. Ele dá um salve para a rapaziada: “Vamos entrar de cabeça nesses debates, o momento é de concentração, é de repensar os caminhos trilhados para armar nosso exército com o que temos de melhor: a consciência, as idéias”!!

O Encontro preparatório da Nação Capital será realizado no dia 16 de janeiro ás 18 horas na sede do Sindicato dos Correios, na Rua Canuto do Val, 169, Santa Cecília. Deverá reunir as principais lideranças do movimento hip hop na Capital. Contato: Jucka (11) 7210-2345 e-mail: juckarapper@hotmail.com Mercedes (11) 9944-8972 mercedesalencar@yahoo.com.br

AUTORIDADES MANDAM O RECADO

Aldo Rebelo: "Vamos todos ao encontro da Nação"

Deputado Federal, um dos mais respeitados e influêntes nomes do país. Aldo Rebelo também está antenado ao 3º Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil.

A atividade ocorrerá na cidade de São Vicente - SP entre os dias 28 a 31 de janeiro terá participantes de todo o país, com grandes debates, oficinas, palestras e shows gratuito para todos na praia.

O parlamentar, conhecedor da história da nação brasileira gostou da proposta de intercambio onde sua participação o colocaria mais em sintonia com as demandas e dificuldades da Nação Hip-Hop num encontro com o tema "Um Mergulho na História". Um vídeo com o Deputado convidando todos a participarem do encontro circurla na internet. Veja abaixo:



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CUBATÃO NA ONDA DO HIP HOP

Hip Hop de Cubatão se organiza e promove Fórum

A exemplo de outros movimentos sociais e culturais, o Hip Hop de Cubatão também está se organizando, disposto a construir uma proposta de trabalho a ser apresentada à sociedade, com o apoio do poder público. Para isso, realiza-se no dia 17, domingo (das 10 às 18h), o Coletivo A Rumo Certo, reunindo lideranças e simpatizantes na Unidade Municipal de Ensino D. Pedro I (Rua São Francisco de Assis, s/nº, Vila Natal, tel. 3361-7522).

Na oportunidade, serão discutidos os temas “Reconstrução da cultura e cidadania”, “Mulheres no Hip Hop”, “Grafite, arte ou pichação” e “A influência do Hip Hop na comunidade”. O objetivo é promover a desmarginalização do movimento, “preparando uma proposta para mostrar o que pretende o Hip Hop de Cubatão”, explicam os organizadores, Murilo dos Santos, representante metropolitano e estadual junto ao Fórum Juventude Negra, de São Paulo; e Enéas Salvador de Souza, uma das lideranças do movimento na Cidade.

Os integrantes do Hip Hop em Cubatão vinham se mobilizando há mais de sete anos, mas sempre em caráter beneficente, sem apoio oficial. Nos últimos dois anos, sentiram a necessidade de atuar no aprimoramento administrativo das associações existentes, de modo a que todas passem a atuar de forma organizada, cooperativa e profissional, tanto nas ações culturais quanto no aspecto comercial (confecção de roupas, por exemplo).

Os contatos com os coordenadores do Fórum-Coletivo podem ser feitos pelos telefones (13) 8809-8509 (Enéas) e 8814-8341 (Murilo); e-mails rumocerto@hotmail.com e forumdohiphop@hotmail.com; e Orkut (rumocerto). O apoio é da Secretaria de Cultura, com a participação de outros setores da Administração.

A atividade serve de etapa preparatória para o Encontro Metropolitano de Hip Hop que acontece no próximo dia 24 no Guarujá, que é etapa preparatória para o 3º Encontro Nacional da Nação Hip Hop Brasil, que acontece de 28 a 31 de janeiro nas areias da praia do Gonzaguinha em São Vicente, com apoio da Prefeitura Municipal de São Vicente e Ministério da Cultura

Com colaboração do Departamento de Imprensa da Prefeitura de Cubatão
http://www.cubatao.sp.gov.br/publico/index.php?option=com_content&view=article&id=1893:hip-hop-de-cubatao-se-organiza-e-promove-forum&catid=10:noticias-da-cidade&Itemid=50

TOMANDO CONTA DO BRASIL

Ministro Orlando Silva faz o chamado para o Encontro

Manos e Minas de todo o Brasil já se preparam para o 3º Encontro da Nação Hip Hop Brasil.

E pra quem acha que o movimento é feito e observado pelos seus integrantes, se enganaram. O movimento está crescendo cada dia mais e ganhando o respeito e admiração de pessoas importantes no cenário nacional.

Com o mesmo espirito de transformação que teve a frente da União Nacional dos Estudantes, quando lhe presidia, o hoje Ministro dos Esportes, Orlando Silva, deixa um convite especial para os militantes do movimento. Acompanhe conosco você tambem.

O encontro conta ainda com o apoio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de São Vicente. O litoral paulista vai ferver!



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TODAS PERIFERIAS UNIDAS

Aliado G faz chamado para o 3º Encontro da Nação
E de quebra dá boas vindas para os participantes

O rapper Aliado G do grupo Face da Morte e presidente da Nação Hip-Hop Brasil é o personagem do 1º vídeo de boas vindas para os participantes do 3° Encontro Nacional de Hip-Hop com o tema, "Um Mergulho na História".

A atividade que ocorrerá na cidade de São Vicente - SP entre os dias 28 a 31 de janeiro terá participantes de todo o país, com grandes debates, oficinas, palestras e shows gratuito para todos na praia.

Veja a mensagem, gravada em um dos pontos turísticos de São Vicente, Mirante Niemyer com imagens da cidade praiana e jeitão de vídeoclip de rap.






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e encaminhe o link para o email:
mergulhonahistoria@gmail.com

PRÉ PROGRAMAÇÃO ESTÁ DEFINIDA

I Encontro Metropolitano de Hip Hop da Baixada Santista
Programação deliberada em reunião do Coletivo Hip Hop Caiçara

Tema: “O Coletivo faz o Hip Hop?”
(Etapa preparatoria para o 3° Encontro Nacional da Nação Hip Hop)
Dia: 24 de Janeiro Domingo, das 09h as 19h.
Local: UNAERP – Campus Guarujá. Av. D. Pedro I, 3.300 Enseada - Guarujá-SP

10h Ato político de abetura

11h Inicio dos grupos de debate:
Tema 01: 4P / Políticas Publicas Para a Periferia
Mediador: Danilo (Dir. Juventude SV)
Convidados: Zé Elias (CHHC) Rei Rapper (Geógrafo UFMT) Julio (Educafro)

Tema 02: Lugar de Mulher é na cozinha ou no Hip Hop?
Mediadora: Ornella (Ong. Camará)
Convidados: Dani Origuela (CMJ/SV) Andréia M.F. Joyce Preta Rara (Tarja Preta)

Tema 03: Hip Hop: Ontem, Hoje, Amanha.
Mediador: Blood
Convidados: MC Falcon DJ Mamuth Cuco (VdA)

12h30 Almoço

13h30 Volta aos grupos de debates
Tema 04: Liberdade de expressão
Mediador: André Cardoso (Site Derua / Conselho da Juventude de São Vicente)
Convidados: Michel (blog mídia cidadã) Pelé (Rapper) RO3P Tieli Hip Hop Mulher

Tema 05: Povo Brasileiro, Estado e Nação.O que é?
Mediador: Fabrício Lopes (Conselho Nacional da Juventude CONJUV)
Convidados: João Carlos Ong. Camará S. Vicente Uma indicação do Condesb Thiago Fojune Baixada

Tema 06: Sem justiça, existe paz?
Mediador: Alguém do Fojune
Convidados: Isabel Fojune Baixada Tubarão Conexão Andressa (Indicação MC Falcon)

15h Oficinas:
Rima (MC), Responsavel: FAT da ZN
Break (Dança), Responsavel: Criminal D
DJ, Responsavel: DJ Mamuth
Graffit, Responsavel: Willian Grafite

16h Open mic: Espaço aberto para apresentação dos grupos, b.boys, DJs presentes na atividade. (Durante a sistematização das propostas).

17h30 Plenária final e encerramento.

Obs.: Deliberado dia 06/01/10 em reunião do Coletivo Hip Hop Caiçara
Com informações do Blog "Coletivo Hip Hop Caiçara"
www.hiphopcaicara.blogspot.com